quinta-feira, 19 de maio de 2016

Mais uma história de amor

Capítulo II: Aproximando

-"Eu não fazia ideia do que escrever. Passei algumas noites pensando, até que encontrei uma forma falar com ela, sem parecer que sou abusado. Assim que terminei, mandei um mensageiro entregar a carta.
- Isso é para o Reino das Rosas, são ordens minhas e quero que você entregue a princesa Maria Helena.
- Sim, senhor. - O mensageiro partiu, mas eu continuava ansioso."
- "Alguns dias se passaram até que chegou uma carta do Reino dos Calazans, que era um lugar conhecido por seus bons guerreiros. Mas, eu vi que a carta era pra mim, então peguei-a e fui até meu quarto, abri a carta e ela dizia:
"Querida Maria Helena,
Perdoe-me por ter demorado para me comunicar, é que eu não queria parecer atrevido. A verdade é que passaram-se dias e eu não consegui parar de pensar em você. Tu és encantadora e ainda consegues ser a dona de um sorriso excepcional. Mas, se dissesse tais coisas a você logo na primeira carta que te envio, então pensarias que sou atrevido. Para resolver isso pensei no seguinte, o que achas de nos encontrarmos novamente?

Estou aguardando sua resposta. Fique bem.
César Augusto."
Eu não sabia o que pensar, se sim, se não, eis a dúvida. Mas, por que não? Era apenas uma oportunidade. Então me pus em ação, peguei papel e pena e comecei a escrever. Pus perfume na carta, assim ela se destacaria. Pedi ao Alfredo, nosso conselheiro e amigo que entregasse a carta para Augusto.
- Entregue a Agusto, o filho do rei Henrique.
- No Reino dos Calazans. Você gostou do filho do rei?
- Acho que sim, você acha que seria um problema?
- Até onde sei, nenhum. Mas, tome cuidado pois conheces bem o seu pai. - Alfredo cuidou para que entregassem nas mãos de Augusto."
- "No dia seguinte, chegou até mim uma carta e veja que surpresa, era da Maria Helena. Que dizia:
"Querido Augusto,
Agradeço os elogios e saiba que também pensei em você esses dias. E sobre ser atrevido, falaremos sobre isso quando nos encontrarmos novamente. Pense em alguma ocasião oportuna para nós dois.
Cuide-se,
Maria Helena."

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Mais uma história de amor.

Capítulo I: Onde tudo começou

- "Eu estava descendo as escadas para o jantar de uma nova aliança no Reino, nunca me agradei desses tipos de jantares. Mas, enquanto descia as escadas,vi alguém um tanto diferente, estava calado e me observando, não parecia falante e talvez não fosse sorridente, o tipo de gente que eu costumo evitar. Mas, ele era diferente, então cumprimentei a todos e me sentei de frente a criatura, o encarei alguns segundos e tirei a vista."
- "Desceu das escadas uma linda moça. Trajada de um vestido azul, o cabelo adornado com uma trança que ia até o meio de suas costas e um lindo colar acomodado em seus seios. Senti até que o ar ficou mais claro quando ela se assentou na minha frente, o que só me deixou mais encantado por sua beleza. Talvez ela não saiba, mas, contei os segundos que me olhou fixamente, 4 segundos no total." 
- "Como sempre nos jantares de uma aliança nova, não saiam conversas que me agradassem, então resolvi sair. Pedi licença, me levantei e fui tomar um ar fresco no terraço. A noite estava linda e enquanto eu observava a lua..."
- "Depois que ela se retirou do jantar, não pensei em outra coisa senão segui-la. Quando entrei no terraço, encontrei-a debruçada sobre o parapeito, observando o céu, a luz da lua que se refletia nela a deixava ainda mais encantadora. Enquanto ela observava o céu..." 
- "Vi que o rapaz que me chamou atenção no jantar me seguiu, se debrouçou no parapeito ao meu lado e disse:"
- "Me debrucei no parapeito ao lado da moça, olhei para ela e me apresentei:
-Boa noite, acho que não fomos apresentados. Me chamo Augusto, César Augusto.
-Realmente, sou Maria Helena. Pode chamar de Helena, se desejar.
-Encantado, Helena. - peguei sua mão e dei um beijo."
- "Não tive reação quando ele fez isso, a não ser um sorriso que instantaneamente saiu dos meus lábios."
-Então, Augusto, não estava gostando do jantar?
-Para ser-lhe sincero, bela dama, não gosto de jantares como esses.
-Oh! Acho que encontrei alguém que me entende.
-Mas, ao menos estamos em paz.
- "E a conversa foi fluindo, como uma conversa que flui levemente entre velhos amigos. Enquanto conversavamos ela sorria de forma encantadora, não sei se estava envergonhada, mas não consegui conter o elogio:"
- Seu sorriso é lindo e singelo.
-"Ele prestava total atenção ao que eu dizia, olha para mim de um jeito que ninguém havia olhado antes e quando disse que meu sorriso é lindo, simplesmente paralisei."
-Obrigada ... É, estou lisonjeada.
-Não precisa ficar envergonhada. Mas parece que está na hora de partir.
-As carruagens já estão prontas pra sair, melhor você ir andando.
- "Antes de ir, me aproximei dela e dei um beijo em seu rosto."
- "Augusto me deu um beijo no rosto e ainda me pediu:"
-Posso lhe escrever? - "De alguma forma não queria perder o contato, por isso ousei pedir."
-Pode, eu o responderei. -"E então ele foi embora, rapidamente chegou perto da sua familia para a partida. Não podia negar que fiquei ansiosa para que ele me escrevesse, talvez das cartas surgiria algo mais..."